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5.3.08

Sobre unicórnios, rinocerontes e homens

Quando postos em seus devidos sistemas biológicos de existência, seres humanos e animais coabitam em perfeita existência. A relação entre as espécies, contudo, quando trazida para um universo de simbiose, raramente é vista como algo perfeitamente normal. Na maioria dos casos, esse tipo de relacionamento, que faz seres humanos se assemelharem aos animais (não por suas atitudes ou aspectos psicológicos, mas na mais pura aparência), é decorrente de alguma disfunção patológica. Como nos dois exemplos abaixo:

* A MULHER UNICÓRNIO

Ao longo de 20 anos essa mulher de 69 anos viu nascer um chifre de 17 cm em sua testa. Essa doença, conhecida como "Chifre cutâneo", é um tumor relativamente raro, geralmente associado à exploração prolongada ao sol.



* O HOMEM RINOCERONTE

Wang Ying tem 73 anos e consegue levantar até 14 tijolos com seu chifre. Praticante de Kung-fu desde os 8 anos, ele utiliza o tumor de 5 cm em sua testa para praticar.



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31.1.08

Para uso médico

No Brasil, por mais problemático que ande o Sistema de Saúde - e não só o sistema, mas a saúde em geral -, algumas medidas ainda são tomadas para protger a população. A proibição da venda de medicamentos sem prescrição médica (novamente: sabemos que o sistema tem problemas, prova é que essa proibição muitas vezes é desrespeitada; ainda assim, ela existe, está inscrita nos códigos de conduta social dos brasileiros) e as campanhas de incentivo à não-automedicação são algumas delas.

Talvez por isso atitudes como essa, tomada na cidade de Los Angeles, chamem tanta atenção. Distribuidores locais de medicamento instalaram duas "auto-vending machines" (aquelas máquinas que você põe dinheiro, escolhe o produto e retira-o na hora, exemplo clássico são as máquinas de refrigerante) em seus postos de atendimento. Agora os pacientes podem comprar seus remédios diretamente na rua, sem a necessidade de ir até uma farmácia.

O mais curioso é o tipo de produto disponibilizado: ao invés de remédio, as máquinas vendem doses de maconha. Tudo devidamente fiscalizado, é claro. Depois de receber a receita do médico, o paciente vai até uma desses postos de auto-atendimento para ter a receita conferida, digital coletada e um cartão de crédito pré-pago carregado com os dados do seu tratamento: dosagem e tipo de erva (existem 5 tipos disponíveis). Depois, a qualquer hora por dia, é só ir até uma dessas máquina, fazer seu pedido e sair com as cápsulas, hermeticamente acomodadas em uma embalagem selada à vácuo, para tratar sua doença.

Esses mistérios da medicina...

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18.1.08

Saúde pública

Parece coisa retirada do livro "O Médico e o Monstro". Bem que parece, mas também não é terrorismo de professor de gramática do segundo grau. È uma questão de saúde pública. No rol das síndromes do pânico, existe aquela designada pelo medo de palavras complicadas! Ela é carinhosamente conhecida no meio médico pelo nome de Hipopotomonstrosesquipedaliofobia.

Repetindo: Hipopotomonstrosesquipedaliofobia!!!!

A palavra assusta à primeira vista (à segunda, à terceira, e até lá pela décima quinta também). Mas nós do Verb descobrimos uma técnica para você recitar a palavra sem dificuldades e se tornar o centro das atenções nas conversas com os amigos. O segredo é dividi-la em radicais. Conforme o exemplo:

Hipopoto + monstros + esqui + pedal + io + fobia

Treinando cada um dos radicais separadamente, em menos de 3 anos você já estará conseguindo pronunciar como um expert o nome da síndrome que atinge aqueles que têm medo de palavras complicadas.

(Reflexão extra: sinto pena do indíviduo que sofre dessa doença. Porque se palavras complicadas são realmente o calvário dele, na primeira consulta que marcar com o psiquiatra, são grandes as chances de ele ter um ataque cardíaco. Já pensou a emoção do paciente ao ouvir o médico pronunciar essa singela palavra?)

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