Google
 

29.11.07

LOST Mobisodes - Missing Parts #3

O terceiro capítulo da série mantém o clima de mistério e duplo sentido. Agora, o episódio mostra um diálogo empreendido entre Jack e Ben, enquanto eles disputam uma partida de xadrez. Pelo que se pode perceber, Jack estaria se preparando para deixar a Ilha no submarino que Locke explodiu - ah! se ele soubesse!

CURIOSIDADE:

* Este episódio lança uma pequena luz (um fragmento, na verdade.. hehe) para todos que ficaram meio perdidos com o final da terceira temporada (quando Jack e Kate aparecem, no que deu a entender, fora da Ilha - ele se culpando por ter saído, desesperado para voltar), achando que muitas pontas tinham ficado soltas. Talvez esteja aí o primeiro de muitos nós que ainda deverão ser amarrados...

Acompanhe o vídeo.
Mas seja rápido! Porque daqui a pouco a Disney descobre que o publicamos aqui e seremos obrigados a retirá-lo por culpa do "direito de exibição" (como aconteceu com os 2 primeiros episódios publicados no Verb).



TRADUÇÃO:

Ben - Então, isso deve ser estranho para você.

Jack - Não mesmo. Foi por um tempo, mas meu pai me ensinou a jogar quando eu era criança.

Ben - Na verdade eu me referia a você estar aqui entre nós.

Jack - Eu consegui o que queria.

Ben - Faz muito tempo que eu não encontro alguém com o mínimo de capacidade para jogar xadrez. Não creio que há algo que eu possa fazer para te convencer a ficar conosco. Relaxe, Jack. Nós temos um acordo. Pretendo honrá-lo.

Jack - Pretende ou vai?

Ben - Não depende apenas de mim. Se a ilha não quiser que você saia, ela não deixará.

Jack - Por que? A ilha vai afundar o submarino?

Ben - Não, não. Eu prometo que não farei nada para te impedir de voltar para casa. Mas se você deixar esse local, pode chegar o dia em que você vai querer voltar.

Jack - Nunca.

Ben - Eu aprendi a nunca dizer "nunca". E se esse dia chegar, espero que você lembre desta conversa.
(Ben dá um xeque-mate [ou um castle, saindo no xeque de Jack] em Jack.)

Ben - Foi uma bela tentativa, no entanto.

Marcadores: ,

21.11.07

LOST Mobisodes - Missing Parts #2

Demorou, mas chegou.
O 2º episódio de LOST para os celulares, lançado dia 12/11.

Com o título "The Adventures of Hurley and Frogurt" (As Aventuras de Hurley e Frogurt), ele se passa enquanto Hurley faz os preparativos finais para o pique-nique com Libby. A situação é ligeiramente tensa, e põe o expansivo anti-herói e protagonista "gente boa" diante de um adversário: o até então desconhecido - mas quem sabe atuante e presente nesta nova temporada - Frogurt.
O ponto central da discussão é a taillie Libby, sobre quem Frogurt adverte Hurley para se apressar ou então deixar o campo livre para um "homem de verdade atuar" (a famosa intimação no bom e velho estilo "ou c*** ou sai da moita").

CURIOSIDADES:

* Talvez o ponto alto deste episódio seja justamente a saída de Hurley, quando afirma que "já está um passo além da lavanderia com Libby" e a cara de decepção de Frogurt. Oras, quem ele é, afinal, pra se meter com o nosso querido Fofão? Dá-lhe Hurley!

* Para quem se lembra, Frogurt apareceu brevemente no episódio "SOS", da 2ª temporada, como um dos sobreviventes dispostos a ajudar Bernard a escrever um pedido de socorro gigante na areia da praia.

* Seria este o gancho para introduzir Frogurt no grupo dos personagens/sobreviventes principais nesta 4ª temporada?



LEGENDA
Frogurt: Oi, Hurley.

Hurley: Frogurt.

Frogurt: É Neil.

Hurley: Neil.

Frogurt: O que você está fazendo na barraca de Rose e Bernard, Hurley?

Hurley: Nada.

Frogurt: Nada, hein?
(Frogurt se abaixa e pega uma garrafa de vinho Dharma que parece ter caído da mochila de Hurley)

Frogurt: Parece que você pegou um Dharma Cabernet.

Hurley: Eles disseram que eu poderia pegar emprestado.

Frogurt: Sem preocupações, mano. Não estou aqui para pegar no seu pé. Se quiser roubar de Bernie, roube de Bernie. Só tenho uma pergunta para você: o que está havendo entre você e Libby?

Hurley: O que você está querendo dizer?

Frogurt: Bem, você vai tomar uma atitude em relação a ela ou não?

Hurley: Isso não te interessa, cara.

Frogurt: Olha, Tubby, você está "empatando" a fila. Nós sabemos que você não vai chegar a lugar nenhum com ela, então por que você não sai do caminho e deixa um homem de verdade fazer isso?

Hurley: Mesmo?

Frogurt: Mesmo.

Hurley: Bem, só que acontece que já está rolando algo entre nós. Iremos fazer um pique-nique.

Frogurt: Você tem um encontro com ela?

Hurley: Sim. Eu levo o vinho, ela leva os cobertores.

Frogurt: Planejou bem, Hurley. Muito bem. Só que não acabou. Se você não "chegar aos finalmente" com Libby, será a vez de Neil - agora e para sempre.
(Neil sai caminhando, Hurley sorri e segue andando)

Marcadores: ,

7.11.07

Para deixar os fãs com água na boca - LOST Mobisodes - Missing Parts #1

Em tempos nos quais a tecnologia é protagonista de quase todos os assuntos, é admirável a interatividade "intermeios" que a série Lost proporciona. Desde o início, os produtores (ao menos acredito ser deles o mérito) utilizaram não só a TV para entreter e saciar a curiosidade dos aficcionados da série. Durante o gap (intervalo) entre a segunda e a terceira temporada, foram lançados sites fictícios contando histórias sobre a empresa Oceanic Air e até mesmo sobre a atuação da Dharma Initiative.

Agora, o assunto da moda são os "mobisódios": episódios para serem assistidos no celular (junção dos termos em inglês mobile e episode = mobisode). Para os fãs incondicionais como eu, essa nova iniciativa serve como alento que torna um pouco mais fácil a árdua tarefa de agüentar até Fevereiro de 2008 para continuar a ver a saga dos sobreviventes na TV.

Esses episódios são curtos, geralmente em torno de 3 minutos, e contam histórias pregressas dos personagens. O primeiro deles, que você vê abaixo, se passa horas antes do casamento de Jack e Sarah. Parados em frente ao hotel, Jack recebe de seu pai um relógio que este havia recebido do avô do jovem médico no dia de seu casamento. Não por nada este episódio se chama "Watch".

(Como a captação foi feita direto de um celular, as imagens são em baixa qualidade e sem legendas. Logo abaixo do vídeo você encontra a tradução do diálogo.)

Christian: O que você está fazendo, garoto?

[A câmera se move, e vemos que eles estão em frente ao hotel em que Jack casou]

Jack: Só tacando pedras.

Christian: Boa! É bom ficar jogando pedrinhas antes de se casar.

Jack: Ou faço isso, ou fico lá dentro com Sarah e o produtor do casamento tentando achar o lugar certo para os arranjos de flores.

Christian: Sábia decisão. Escuta, antes de hoje à noite e das coisas ficarem muito agitadas, queria te dar uma coisa que foi do meu pai e que acho que vai servir em você.

[Christian abre um lenço branco e, de dentro dele, tira um relógio de pulso]

Jack: Nunca vi você usando esse relógio.

Christian: É porque eu nunca o usei. Olha, seu avô não gostava da sua mãe. Ele achava que era um erro eu casar com ela. Ele me disse, na minha cara, que no dia em que eu casasse, ele me daria esse relógio. Então, nunca o usei.

Jack: Você está tentando me dizer algo?

Christian: Você fez a escolha perfeita.

[Jack põe o relógio]

Jack: Acho que isso realmente está acontecendo, é?

Christian: Assim que as flores estiverem no lugar... e que acabarem suas pedras.[pausa]

Christian: Me faz um favor? Se você e Sarah um dia tiverem um filho, trate-o melhor do que eu te tratei.

Jack: Sem pressões, ok?

Christian: Te vejo lá dentro, garoto.

*Valeu pela dica, Tathy!!!

Marcadores: ,

11.3.06

"Lost" - a receita de um grande sucesso

Um avião enfrenta problemas durante o vôo e cai numa ilha perdida no sul do Oceano Pacífico. 48 passageiros sobrevivem ao acidente. Isolados neste local misterioso, os sobreviventes lutam para superar suas diferenças e seus segredos. Dessa forma, tentam manter-se vivos até que alguém os venha resgatar.
Este é o enredo da série "Lost" (cuja 1ª temporada foi recentemente exibida pela Rede Globo de Televisão).

É certo que o tema de sobreviventes de naufrágios ou de acidentes aéreos que ficam isolados em uma ilha escondida em algum lugar do mundo, enfrentando todos os tipos de adversidade, a todo instante sendo obrigados a encontrar uma nova forma de superar suas limitações, certamente não pode ser considerado um rompante de originalidade. Várias produções já exploraram enredos com características semelhantes nas telas do cinema, da TV e até mesmo nas páginas dos livros ("O Náufrago" - filme em que Tom Hanks dá uma aula de atuação e composição de personagem - e o clássico livro "Robinson Crusoé", de Daniel Defoe, são apenas 2 dos exemplos mais famosos).

Se o enredo em si não é no todo original, o que, então, faz com que estas produções se tornem sucesso tanto de público quanto de crítica? Qual é a mágica capaz de despertar o interesse e prender a atenção do público? O que esses sobreviventes têm de tão especial?

Talvez a razão mais gritante desse freqüente sucesso seja justamente o fato das personagens serem "sobreviventes". O interesse do ser humano pelo desconhecido e seu comportamento diante de situações extremas, a curiosidade de saber o que faríamos se fôssemos nós mesmos naquela situação, se conseguiríamos sobreviver, se apesar de todas as dificuldades continuaríamos cultivando a esperança; já servem para mexer com a imaginação do público e garantir a produtores, roteiristas, escritores e diretores um bom terreno para o desenvolvimento de suas tramas.

Mas, além desse inexplicável interesse pelo desconhecido, há um outro fator de vital importância para o sucesso - ou fracasso - dessas produções: tão importante quanto ter nas mãos uma história interessante é saber como contar essa história da forma mais envolvente possível.

E quem acompanha a série Lost sabe perfeitamente quão vasto é o universo das variáveis que podem ser utilizadas para se melhor narrar uma história...

Desde o primeiro capítulo, os episódios vêm sendo dosados com as medidas exatas de suspense, aventura e mistério. Nenhuma respota é dada sem que antes surja uma nova pergunta que fique pairando no ar, esperando nova resposta.

Da mesma forma, as personagens não são apresentadas em sua versão "completa". Elas vão sendo construídas de forma gradativa. A personalidade de cada um e seu comportamento junto aos demais na ilha vão sendo justificados com flashbacks que contam as histórias de suas vidas. O passado que os persegue, a mágoa que não os deixa, as incertezas e os medos são peças que vão sendo encaixadas de forma homeopática, uma de cada vez. Pé ante pé, o público vai conhecendo um pouco mais de cada sobrevivente. E isso cria um clima de cumplicidade, leva a personagem para mais perto do telespectador, quase como se aquele indivíduo da ficção ultrapassasse os limites da realidade e entrasse no mundo das pessoas de carne e osso. O sujeito rude e antipático, a mocinha que esconde seu passado, o cabeludo naturalmente cômico, o viciado em heroína, a jovem mãe solteira, o mocinho responsável e com desenvolvido senso de justiça e liderança... os personagens são tão palpáveis que não seria de se estranhar se qualquer um deles fosse nosso vizinho de porta.

Outra característica natural à série - e que, pela facilidade com que ocorre, a distingue da maioria das demais produções televisivas do momento - é a narrativa dialética da qual ela se valhe. Tudo o que acontece é apresentado propositalmente de uma forma paradoxal. Felicidade e tristeza, revelação e mistério, sucesso e fracasso, vida e morte, esperança e desespero, amor e ódio... para cada sensação que se desperta, sempre há uma sensação contrária para contrabalancear o peso dos acontecimentos (num dos episódios, no mesmo dia em que o bebê de Claire nasce, Boone morre; no último episódio da 1ª temporada, a francesa devolve o bebê que raptara para Charlie e Sayd, enquanto, em alto-mar, "os outros" levam o menino Walt embora). Esse estratégico choque de realidades contrárias - que se opõem e completam - aumenta a intensidade dramática de cada acontecimento que envolve os sobreviventes da ilha.

No entanto, nenhum dos pontos que acima citamos valeriam de alguma coisa se não houvesse um roteiro muito bem esquematizado para fazer a "costura" da trama. Mérito aqui devido aos roteiristas e aos produtores que, além de cadenciarem o ritmo dos acontecimentos de forma primorosa, têm um planejamento de longo prazo para toda a série (prevista para ter a duração de 6 temporadas).

Lost (exibida originalmente nos EUA pela rede ABC - e retransmitida no Brasil pelo canal pago AXN) está atualmente no decorrer de sua 2ª temporada e, caso continue seguindo os passos que já a transformaram num fenômeno de audiência, certamente será mais uma série a fazer parte do seleto grupo de grandes sucessos da televisão mundial.
Se bem que, observando-se todos esses fatores, fica mais fácil compreender como uma série com um mote tão utilizado ainda consiga causar espanto, intriga, curiosidade e, sobretudo, admiração em milhares de telespectadores ao redor do mundo, não é?

(Para acessar o site oficial da série, com informações sobre os capítulos já exibidos, arquivos para download, curiosidades e biografia dos atores, CLIQUE AQUI)

Marcadores: ,

View Guestbook Sign Guestbook WWF-Brasil. Cuidando do ambiente onde o bicho vive. O bicho-homem.