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14.12.07

Dilbert

Para quem gosta da frieza britânica do bom humor de escritório, as tiras do Dilbert são uma ótima pedida.

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15.6.06

"Some Devil"

Nos momentos de solidão, de dúvida, de tristeza, de confusão, de incerteza, de agressividade, de bestialidade, de raiva, ira, ódio, de marasmo; naqueles momentos em que tudo parece sem sentido, a própria vida parece ser um jogo de cartas marcadas; também nos momentos de alegria, excitação, felicidade; seja na calmaria ou numa tempestade, de dia ou à noite, em janeiro ou junho, a todo momento, em qualquer lugar, a toda hora, uma boa música é sempre a melhor pedida! Seja para nos animar, motivar, jogar pra cima, ou simplesmente para relaxar ou nos ajudar a pensar, alguns versos profundos, adequados a uma melodia tocante são sempre um ótimo suporte existencial.

A bola da vez, por exemplo, é o álbum "Some Devil", de Dave Matthews (e esse é dele solo! A famosa Dave Matthews Band não está presente neste trabalho). Num momento de confusão e incertezas, num momento do mais puro intimismo, quando nos viramos para nós mesmos, esse som certamente nos ajuda em alguma coisa. As letras meio sombrias e o tom sereno e penetrante que lhe são comuns chegam longe...

Para quem está passando por um momento assim, fica aqui o refrão da música "Gravedigger" (algo como "Coveiro"), de simplicidade e beleza incríveis:

Gravedigger
When you dig my grave
Could you make it shallow
So that I can feel the rain
Gravedigger

(Sr. Coveiro, quando cavar meu túmulo, faça-o raso para que eu possa sentir a chuva caindo...)

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27.5.06

Pencilmation

Se você ainda se sente menosprezado, inferiorizado, discriminado, posto de lado ou se simplesmente se irrita por reconhecer que seus dotes artísticos não o deixam ir muito além dos bonecos do tipo "palitinho", dê uma olhada no site Pencilmation.com.

Depois de conhecê-lo, você certamente passará a pensar 2 vezes antes de dizer que seus desenhos só servem mesmo para o jogo da Forca...

(Fica a dica para a animação "Pencilmation II". É simplesmente hilária!!!)

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17.5.06

Pearls Before Swine

Porco: Olá. Vim aqui para ser um doador de órgãos. Atendente: Ótimo. Apenas preencha estes formulários.
P: Quanto vai demorar? A: Para preencher os formulários?
P: Para dar meus órgãos pra vocês. A: Nós... esperamos até que você morra.
P: Isso pode demorar um pouco.

Certo dia, enquanto fazia o tempo passar perdido entre as estantes de uma biblioteca, conheci uma turminha muito interessante. Um tanto excêntricos, é verdade! Mas totalmente engraçados! Rato, um rato megalomaníaco e estressado que se acha uma fonte inesgotável de sabedoria, um porco chamado Porco que é docemente ingênuo e naturalmente cômico, a zebra Zebra e um bode chamado Bode: estes são os personagens principais dessa trupe capaz de arrancar boas gargalhadas com suas discussões sobre os rumos da humanidade, as divagações sobre a vida numa tirinha de jornal ou simplesmente por suas trapalhadas inocentemente absurdas.

Se você também quiser conhecê-los, procure-os na prateleira reservada aos quadrinhos. Geralmente Rato, Porco, Zebra e Bode estão por ali, junto aos livros dos demais personagens de tirinhas de humor, não raramente envolvidos em calorosas discussões com Calvin, Hobbes, Mafalda, Charlie Brown, Snoopy, Dilbert, Radicci, Garfield e Haggar - o Bárbaro.

E, antes que me perguntem, para ser mais fácil localizá-los, eles atendem pelo nome de "Pearls Before Swine" (nome que seu criador, Stephan Pastis, retirou de uma passagem do Novo Testamento). Pode ter certeza que eles lhe proporcionarão momentos de pura diversão!!!

Boa leitura!


Bode: Nossa... Esse cara sentado atrás de você não pára de falar no celular. Homem no celular: ... e o... blábláblá... prefeito disse... blábláblá... então eu disse pro indivíduo... blábláblá... você sabe... blábláblá.
Rato: MORRA! MORRA! MORRA! MORRA MALDITA ESCÓRIA DE CELULAR, MORRA!!!
R: Era a coisa certa a se fazer.

P: Você sabe, vizinho Bob, eu acho que nunca conheci seu pai. Bob: Bom, Porco... receio que meu pai esteja lá em cima, olhando por nós aqui embaixo...
Pai de Bob: Olá.
P: Aquilo foi meio assustador.

(Para conhecer os outros personagens de quadrinhos que já passaram pelo Verberróide, clique aqui.)

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10.5.06

"Dreams of Flying"


Um misto de fantasia e imaginação, a realidade transformada de um jeito mágico, quase como se esse mundo em que vivemos não diferenciasse em nada seus encantos em relação ao "tudo é possível" da Terra do Nunca de Peter Pan. A vida revista, observada por um prisma de ilusão, simplicidade, inocência e alegria: um perfeito faz-de-conta!

Essa breve definição serve para nos apresentar a proposta do trabalho do fotógrafo alemão Jan von Holleben. Através de suas lentes, Jan nos leva a lançar um olhar lúdico sobre a realidade que por tantas vezes se põe tão fria, dura e cruel. Da união de um impecável trabalho de produção com o talento natural do artista que eterniza um instante preciso no tempo, nasceu "Dreams of Flying": um projeto que nos faz viajar de volta ao passado, àquela época perfeita em que éramos livres para acreditar que tudo era possível, desde que nos deixássemos voar nas asas da imaginação.

Vale a pena conferir!!!

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DREAMS OF FLYING

A mix of fantasy and imagination, reality magically transformed, almost like if this world´s enchantments were in no way different from the "everything´s possible" of Peter Pan´s Neverland. Life reviwed, observed over a prism of ilusion, naturalness, inocence and joy: a perfect make-belive!

This brief definition is enough to introduce us to the photographer Jan von Holleben´s work. Throughout his lenses, Jan invites us to launch a different look over this reality that sometimes seems so cold, dark and cruel. From the union of a well-succeded production effort with the natural talent of the artist that eternalizes a precise moment in time, "Dreams of Flying" was born: a project that takes us back to the past, to that perfect time when we were free to believe that everything was possible since we let ourselves live that one-of-a-kind experience that is flying away in the wings of imagination.

Check it out!

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13.4.06

Um lindo (e perfeito) epitáfio!

"Hurt". Esta é uma daquelas canções que nos deixam sem palavras. Até mesmo para defini-la é complicado. Seria óbvio dizer que ela é profunda, contundente, emocionante (e qualquer outro termo que se encaixe nesse sentido).

Composta originalmente em 1994 por Trent Reznor, do grupo Nine Inch Nail (NIN), "Hurt" conta de forma própria e introspectiva a sofrida relação de seu autor com as drogas. A veracidade com que os versos retratam sua realidade talvez seja a responsável pelo sucesso da canção - considerada por muitos a melhor composição de Reznor.

Anos mais tarde, "Hurt" atingiu - na modesta opinião de um mero fã da boa música - seu apogeu, interpretada pelo ídolo country Johnny Cash - cuja vida é narrada no filme "Johnny & June" ("Walk the Line"), que rendeu o Oscar de melhor atriz a Reese Witherspoon. O tom entristecido de Cash - já um senhor de longa vida vivida - deu uma nova perspectiva à letra. Como se não bastasse, o multi-premiado diretor Mark Romanek fez um trabalho exemplar, dando vida a um dos videoclipes mais emotivos já criados. Nesse vídeo, Johnny Cash aparece sorumbático na sala de sua casa, cantando, relembrando sua vida, seus momentos felizes, as tristezas, seus erros. A fotografia é maravilhosa - o jogo de luzes dá ao ambiente um clima ainda mais profundo. A sequência das cenas, da mesma forma, sensacional - atenção especial para a cena do vinho sendo derramado.

Mas, apesar de seu caráter sentimental, há um outro fator que faz desse vídeo uma peça única: a mulher de Cash, a também cantora country June Carter (co-protagonista do vídeo), faleceu dois meses após o término das filmages, aos 73 anos, em 2003. Johnny Cash, a lenda country, faleceu 4 meses após sua esposa, aos 71 anos, em setembro de 2003 - fato que, inesperadamente, transformou este último trabalho do cantor em um documento biográfico de valor inestimável.

Ver vídeo "Hurt" - Nine Inch Nail

Ver vídeo "Hurt" - Johnny Cash

Ver documentário sobre o videoclipe de Johnny Cash (em inglês)


(Meu "muito obrigado" a uma grande amiga e assídua leitora que, mesmo sem saber, criou o título exato para esse post: Pri, espero que você não se importe!!!)

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21.10.04

Dicas:

MÚSICA

* "(I´ve Had) The Time of My Life" - Bill Medley e Jennifer Warnes
Música tema do filme "Dirty Dancing - Ritmo quente"


FILME

* "Dirty Dancing - Ritmo Quente": "Uma garota em férias com a família se apaixona pelo instrutor de dança do hotel onde estão hospedados. Porém, o ritmo quente da dança faz com que seus pais censurem o romance. Com Patrick Swayze e Jennifer Grey. Vencedor do Oscar de Melhor Canção Original".

É um dos filmes que se enquadra no universo romântico-musical da produção americana da década de 80 (do qual também fazem parte as produções "Footlose - Ritmo Louco" e "Flashdance"). Apesar do roteiro simplório, típico aos romances água-com-açucar da época, e do sub-título esdrúxulo que só mesmo uma tradução sem compromissos seria capaz de criar, o filme é "quente" em sua essência.
Sem falar na trilha sonora que, a começar por sua música-tema, é sensacional.


WEB

* Para quem gosta de aliar boa leitura e viagem pela internet, o site No Mínimo é um prato cheio. Com uma equipe de colunistas de primeira, o site envolve os navegantes com sua linguagem direta, fluente e "com algo a dizer".
Tratando de assuntos tão variados quanto política e televisão, passando por economia, esporte, literatura, cinema e música (entre outros) os colunistas apresentam diariamente ao público novas reflexões sobre os fatos que vão construindo a realidade brasileira e mundial.


MAIS UMA DE FILME

* "A Vila" (site oficial) : "Os habitantes de uma vila isolada convivem com a ameaça de misteriosas criaturas, que vivem no bosque que cerca o local. Dirigido por M. Night Shyamalan e com Joaquin Phoenix, William Hurt, Adrien Brody e Sigourney Weaver no elenco".

Conforme as palavras do crítico Ricardo Calil, "com apenas 34 anos, (Shyamalan) é um dos poucos cineastas americanos que tem algo importante a dizer e que merece ser acompanhado filme após filme".
Ele é também responsável por outros filmes nos quais explora seu interesse "por tudo aquilo que não pode ser visto nem explicado" (os fantasmas do excepcional "Sexto Sentido", os super-heróis em "Corpo Fechado" ou os extraterrestres de "Sinais").

Shyamalan em "A Vila", demonstra toda sua qualidade como diretor, roteirista, editor de som e de imagem. Ou seja, demonstra ser ele um artigo em falta nos corredores da Hollywood de hoje, um Cineasta com "C" maiúsculo.

A dualidade entre o "ver para crer" e o "crer para ver", personagens que se dividem entre razão e fé, a desconstrução do gênero de suspense que dá asas ao filme (com a explicação da razão do medo das personagens e como ele é alimentado) e momentos de grande inventividade e beleza (desde uma declaração de amor piegas que ainda assim consegue contagiar a todos até a originalidade com que as cenas de violência são mostradas - a exemplo da cena da facada de um personagem em outro) legam a esta "criatura" a principal característica de seu criador: a capacidade inata de "surpreender o público sem tapeá-lo".

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10.10.04

Dica de leitura:

* A entrevista que a filósofa Marilena Chaui concedeu à revista Cult deste mês (edição 85/Outubro 2004)...

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