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22.10.08

Pedra Letícia

Para quem não conhece (assim como eu não conhecia há 1 semana) essa banda goiana, vale a pena conferir.

(Eu realmente gostaria de ver um show dos caras aqui pro Sul.)

* COMO QUE OCE PODE ABANDONÁ EU



* EM PLENA LUA DE MEL (no CD, os caras têm a participação impagável do rei, Reginaldo Rossi)



* EU NÃO TOCO RAUL



* COMO NOSSOS PAIS (NOS AGUENTAM)

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3.3.08

12 anos sem os Mamonas




Era uma manhã chuvosa. A bem da verdade, a memória de criança à época não me permite recordar com exatidão se era mesmo uma manhã chuvosa a daquele 02 de março de 1996. Mas manhãs chuvosas sempre foram automaticamente relacionadas a notícias tristes e desastrosas. Então, para efeitos cinestésicos, digamos que era uma manhã chuvosa...

O plantão de notícias cortou a programação normal do canal de TV. Com um ar de tristeza (talvez ele mesmo fosse fã daquele grupo) o apresentador transmitiu a fatídica realidade a milhões de brasileiros: "O avião em que o grupo Mamonas Assassinas chocou-se contra a Serra da Cantareira na volta de um show em Brasília. Não houve sobreviventes."

Óbvio que, na época, tentaram amenizar o tom do ocorrido. Ainda assim, a partir daquele momento, o país sabia que havia perdido para sempre um fênomeno popular de alegria, descontração e irreverência.

A carreira meteórica dos Mamonas começou em julho de 2005. Durou apenas 7 meses. A mistura de ritmos, todos embalando paródias da vida cotidiana, rendeu aos 5 jovens de Guarulhos fama e conhecimento nacional. Não lhes faltava carisma, é verdade. Por mais que o tema central de suas canções fosse sexo, adultério, e o bom e velho (não exisitia - se existia, não era tão forte - ainda o puritanismo politicamente correto que nos tolhe a liberdade atualmente) preconceito contra os retirantes nordestinos, o bom humor e o tom infantil de suas canções contagiaram milhares de fãs em todo Brasil. Crianças decoravam as letras e seguiam maravilhadas cada aparição

do grupo. Adultos se deixavam levar pelo ritmo divertido daqueles malucos com fantasias esquisitas que brincavam com as diferenças, tiravam sarro das dificuldades e pontuavam com um quê de esperança a realidade sofrida de um povo marcado pelas dificuldades do dia-a-dia.

Hoje, passados 12 anos daquela fatídica manhã, na mente de quem acompanhou a passagem deste cometa, a lembrança divide espaço com a saudade de viajar embalado pelo ritmo da Brasília Amarela que se movia à base de alegria, descontração e inocente felicidade.

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Reportagem exibida 2 dias após a morte dos Mamonas.




Para não ficar só com o lado triste dos fatos, vale relembrar o carisma e a inocente alegria que fizeram dos Mamonas o sucesso que eles foram.

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29.2.08

Homem da capa do "Abbey Road" morre aos 96 anos

Paul Cole - o talvez mais ilustre Robert (pessoa que faz de tudo para aparecer em vídeos e fotos) - morreu semana passada em sua casa, na Flórida. Cole ficou mundialmente desconhecido por figurar atrás de John Lennon enquanto os Beatles atravessam a faixa de segurança na famosa capa do disco "Abbey Road", de 1969.

O vendedor aposentado está parado na calçada, atrás dos Beatles, observando aquela estranha movimentação. A imagem foi reproduzida inúmeras vezes (em livros, camisetas, cartazes, encartes, canecas, etc) ao longo dos anos.

Em 2004, numa entrevista, Cole comentou como se deu esse curioso encontro:

Em uma viagem de férias a Londres com sua mulher, Cole decidiu não entrar em um museu da zona Norte de Londres. "Eu disse a ela: ´Eu já vi muitos museus. Você entra, aproveita, vê tudo e eu fico aqui fora e vejo o que acontece por aqui´", relembra.

Estacionado do lado de fora estava uma vã preta da polícia. "Eu gosto de falar com as pessoas", disse. "Eu saí, e o polícial estava lá sentado na viatura. Eu comecei a conversar com ele. Perguntei sobre várias coisas, sobre a cidade de Londres e o controle de trânsito. Coisas assim, para passar o tempo."

Era 10 da manhã do dia 8 de Agosto de 1969. O fotógrafo Iain McMillan estava no meio da rua, fotografando os Beatles enquanto eles atravessavam a faixa de segurança, John Lennon com seu famoso terno branco, Paul McCartney descalço. A seqüência inteira levou 10 minutos para ser feita.

"Eu simplesmente olhei e vi aqueles rapazes atravessando a rua como se fosse uma fila de patinhos" - Cole lembrava - "Eu achava que eles fossem um bando de malucos, porque eles tinham um visual extremamente radical para a época. Ninguém andava em Londres descalço."

Via Neatorama

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19.2.08

Coisa de nerd

Essa música foi criada somente utilizando-se sons do Windows XP e do Windowns 98. Ao final, são mostrados alguns dos efeitos utilizados.

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10.1.08

Hélio dos Passos - A Morena do Rio Turvo

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, dependendo do ponto de vista sob a qual é analisada, não poderia apresentar-se de forma mais errônea. Porque quando encontramos talentos inatos como o Artista - assim com "a" maiúsculo mesmo, sua grandeza merece! - Hélio Passos, temos a certeza de que nem todos os homens são iguais entre si: alguns, ao nascer, foram marcados com o signo do talento artístico, da presteza musical e da entumismática poética lírica em verso e prosa.

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18.12.07

Música engarrafada

Você já viu por aqui o grupo que fazia música natural.
Agora veja a orquestra que toca a música tema da marca de cerveja australiana Victoria Bitter em garrafas de diversos tipos e tamanhos.

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21.11.07

Música natural

Questão de prova: o que é o objeto da figura ao lado?
Quem respondeu "um vegetal", apesar de não estar errado, deu uma resposta incompleta.
Mas será que algum louco por aí teve coragem de responder "um instrumento musical"?
Pois se sim, esse louco TAMBÉM acertou!

Pelo menos isso é o que faz crer o trabalho da Vienna Vegetable Orchestra, um conjunto de 11 músicos que faz seu som a partir de instrumentos "colhidos" nas feiras. O repertório do grupo é variado, indo desde música clássica até jazz e música eletrônica. O grupo tem shows marcados na Inglaterra, na França e até no Japão. Recentemente eles lançaram o novo CD: Automate (numa clara referência ao nobre ingrediente do molho vermelho).

Acredito que esse deve ser - se o não o mais - um dos shows musicais mais baratos de toda a história, porque, além de comprarem os instrumentos literalmente a preço de banana, no backstage, depois de cada apresentação, ninguém precisa gastar dinheiro com coquetéis. Basta comer a flauta, o bongô, o tambor...

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14.11.07

Inspiração para o feriado

E, como amanhã é feriado, fica aqui uma dica pra todo mundo que quiser relaxar e entrar com toda energia nesse (pra alguns) feriadão prolongado.

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15.6.06

"Some Devil"

Nos momentos de solidão, de dúvida, de tristeza, de confusão, de incerteza, de agressividade, de bestialidade, de raiva, ira, ódio, de marasmo; naqueles momentos em que tudo parece sem sentido, a própria vida parece ser um jogo de cartas marcadas; também nos momentos de alegria, excitação, felicidade; seja na calmaria ou numa tempestade, de dia ou à noite, em janeiro ou junho, a todo momento, em qualquer lugar, a toda hora, uma boa música é sempre a melhor pedida! Seja para nos animar, motivar, jogar pra cima, ou simplesmente para relaxar ou nos ajudar a pensar, alguns versos profundos, adequados a uma melodia tocante são sempre um ótimo suporte existencial.

A bola da vez, por exemplo, é o álbum "Some Devil", de Dave Matthews (e esse é dele solo! A famosa Dave Matthews Band não está presente neste trabalho). Num momento de confusão e incertezas, num momento do mais puro intimismo, quando nos viramos para nós mesmos, esse som certamente nos ajuda em alguma coisa. As letras meio sombrias e o tom sereno e penetrante que lhe são comuns chegam longe...

Para quem está passando por um momento assim, fica aqui o refrão da música "Gravedigger" (algo como "Coveiro"), de simplicidade e beleza incríveis:

Gravedigger
When you dig my grave
Could you make it shallow
So that I can feel the rain
Gravedigger

(Sr. Coveiro, quando cavar meu túmulo, faça-o raso para que eu possa sentir a chuva caindo...)

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13.6.06

"Runaway"

Ontem acordei com uma súbita vontade de ouvir um tipo de som que já não ouvia há pelo menos uns 3 anos e meio. Assim, do nada, sem saber de onde, acordei com uma música do Linking Park na cabeça. A parte que não conseguia arrancar de meus pensamentos e que continuava ecoando na mente, numa livre-tradução, dizia o seguinte:

"Eu quero fugir
Jamais dizer adeus
Eu quero saber a verdade
Ao invés de ficar imaginando por quê
Eu quero saber as respostas
Chega de mentiras
Eu quero fechar a porta
E abrir minha mente"

E só no fim do dia é que fui entender...
Ela (a música) apareceu do nada, e a partir do nada criou o sentido de tudo...

Coincidência?
Seria muito forçado afirmar que sim.

Prefiro continuar acreditando que nada acontece por acaso.
Por mais que, às vezes, tentemos crer no contrário...

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13.4.06

Um lindo (e perfeito) epitáfio!

"Hurt". Esta é uma daquelas canções que nos deixam sem palavras. Até mesmo para defini-la é complicado. Seria óbvio dizer que ela é profunda, contundente, emocionante (e qualquer outro termo que se encaixe nesse sentido).

Composta originalmente em 1994 por Trent Reznor, do grupo Nine Inch Nail (NIN), "Hurt" conta de forma própria e introspectiva a sofrida relação de seu autor com as drogas. A veracidade com que os versos retratam sua realidade talvez seja a responsável pelo sucesso da canção - considerada por muitos a melhor composição de Reznor.

Anos mais tarde, "Hurt" atingiu - na modesta opinião de um mero fã da boa música - seu apogeu, interpretada pelo ídolo country Johnny Cash - cuja vida é narrada no filme "Johnny & June" ("Walk the Line"), que rendeu o Oscar de melhor atriz a Reese Witherspoon. O tom entristecido de Cash - já um senhor de longa vida vivida - deu uma nova perspectiva à letra. Como se não bastasse, o multi-premiado diretor Mark Romanek fez um trabalho exemplar, dando vida a um dos videoclipes mais emotivos já criados. Nesse vídeo, Johnny Cash aparece sorumbático na sala de sua casa, cantando, relembrando sua vida, seus momentos felizes, as tristezas, seus erros. A fotografia é maravilhosa - o jogo de luzes dá ao ambiente um clima ainda mais profundo. A sequência das cenas, da mesma forma, sensacional - atenção especial para a cena do vinho sendo derramado.

Mas, apesar de seu caráter sentimental, há um outro fator que faz desse vídeo uma peça única: a mulher de Cash, a também cantora country June Carter (co-protagonista do vídeo), faleceu dois meses após o término das filmages, aos 73 anos, em 2003. Johnny Cash, a lenda country, faleceu 4 meses após sua esposa, aos 71 anos, em setembro de 2003 - fato que, inesperadamente, transformou este último trabalho do cantor em um documento biográfico de valor inestimável.

Ver vídeo "Hurt" - Nine Inch Nail

Ver vídeo "Hurt" - Johnny Cash

Ver documentário sobre o videoclipe de Johnny Cash (em inglês)


(Meu "muito obrigado" a uma grande amiga e assídua leitora que, mesmo sem saber, criou o título exato para esse post: Pri, espero que você não se importe!!!)

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